O porto ganhou contra o Once caldas! O Castelo Branco beijou o Frota na boca! O Santana demitiu-se! Um sismo abalou o país!
e nada disto me abala! nada disto mexe comigo! não ligo a televisão! não voto! não saio de casa!
já dizia o ary "que povo é este, que povo?" eu acho que isto anda tudo muito chato. ontem vi um bocadinho do saia justa onde estavam a discutir a diferença entre arte e entretenimento. não se chegou a conclusão nenhuma, nem se chegará... mas talvez seja só o tempo que possa separar as águas, talvez arte seja apenas o entretenimento que resiste ao tempo, mais nada. a mim, não me interessa nada saber se o que faço é arte ou deixa de ser, para mim escrever é tão urgente que eu tenho de o fazer independentemente do retorno que possa ter. se me dissessem que respirar era entretenimento alguyém deixaria de respirar?
e qual é o problema do entretenimento? porque é que não havemos de entreter? eu ten ho a certeza que não quero distrair! distrair é uma palavra que eu abomino. com as palavras que escrevo espero que quem melê fique mais ligado, mais atento. agora se sou artista ou não, estou-me nas tintas! chega-me amor e uma caneta!
AMOR E UMA GUITARRA
Letra: tiago torres da silva/música: pilar homem de melo
luar de uma nova lua
viver inventando sóis
não sei se é de eu ser tua
mas o corpo flutua
ao ser dois
cantar e o riso da plateia
tocar tocando-me a mim
ter uma boa ideia
pousar os pés na areia
ir sem fim
compor comovida por poder aprender
o amor como vida dentro em mim a nascer
compor
amor
amor e uma guitarra
canções - ondas para ti
e o beijo que se agarra
à cor da nossa cara
e sorri
viver, apenas viver
e ser ainda capaz
de me surpreender
com o dia a nascer
ser a paz
compor comovida por poder aprender
o amor como vida dentro em mim a nascer
compor
amor
1 comments:
Não sei o que se passou no comentario que fiz no seu post anterior, houve uma repetição da qual não sou responsável.Peço desculpa de qualquer forma.
Em relação a esta sua crónica, devo dizer que o entretenimento, é indispensável ao ser humano, o que não invalida que esse mesmo entretenimento não nos ofereça Cultura.Aliás, e citando novamente Amália, falando sobre o que é ser-se artista comercial/artista de qualidade, dizia ela- "Deus me livre que os meus discos não se vendam, isso significaria que as pessoas não gostavam de mim, nem se interessavam pelo meu trabalho." Seguindo esta linha de pensamento, ouvir-se o Abandono d e David Mourão Fereira e o Vou dar de beber à dor de Alberto Janes, são duas coisas diferentes, e a atitude que temos perante esses trechos são distintas, mas nem por isso, a qualidade dos dois é posta ém causa, mesmo sabendo que o primeiro, leva-nos a uma atitude de aprofundamento intelectual, e o segundo, ao puro entretenimento. Que bom que é, ouvir o 'E ou não é', ainda do A.Janes , divertirmo-nos com o trocadilho das palavras, e que bom que é ouvirmos uma Trova do vento que passa de Manuel Alegre, que nos transporta a uma realidade, que faz tudo menos divertir as gentes.
Quanto ao facto de ser-se artista, o Tiago é das poucas pessoas deste País, que sem qualquer duvida, pode dizê-lo. A sua obra fala por si, e a prova é que imensos artistas, desde vedetas a desconhecidos, fazem questão em cantar as suas coisas.Se isto não é um dado fundamental, então não sei defenir a palavra "artista".
Um abraço
Valeria Mendez
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