Wednesday, March 22, 2006

PUS A ALMA NOS TEUS DENTES


Há coisas que acontecem sem que a gente saiba bem porquê. Partidas muito agradáveis que o destino nos prega. Foi assim que, de repente, me vi a escrever para a garganta incomparável da Adelaide Ferreira. Escrevi algumas letras tentando descobrir o que de mim mais podia tocar a alma daquela mulher sensível, atrevida, feminina, ousada... De todas as canções que fizemos, a que me agrada mais chama-se "Pus a alma nos teus dentes" e nela tive por parceiro o Rui Veloso. Dpois de algumas canções que fizémos juntos e que ainda não viram a luz do dia, esta foi a primeira parceria Tiago/Rui que chegou aos ouvidos das pessoas. Espero que gostem!

PUS A ALMA NOS TEUS DENTES
(Letra: Tiago Torres da Silva/ Música: Rui Veloso)

O meu corpo é um caminho
que só eu sei onde vai
na busca do teu carinho
ora balança, ora cai

Quando repousas as ancas
sobre a minha pele lisa
o suspiro que me arrancas
é a alma feita em brisa.
Não deixes que a noite escura
dê ao nosso amor um fim
porque me sinto mais pura
quando estás dentro de mim

O meu corpo é um caminho
que só eu sei onde vai
na busca do teu carinho
ora balança, ora cai

Fico ali adormecida
numa alegria tamanha
e volto outra vez à vida
porque a tua barba arranha.
Quando me beijas os seios
com os teus lábios frementes
vê os meus olhos - fechei-os,
pus a alma nos teus dentes

O meu corpo é um caminho
que só eu sei onde vai
na busca do teu carinho
ora balança, ora cai

5 comments:

cristina said...

ola,
nao sei s t lembras d mim. Sou a Cristina, a madeirense k foi ao workshop com o Rui Vilhena.
Tenho visitado o teu blog e, apesar d ainda nao ter conseguido ler um livro teu (o k m recomendast n existe ca na Madeira), gostava de ficar a conhecer melhor o teu trabalho e a ti tb. Se kiseres, adiciona-m ao msn cristinavferraz@hotmail.com
bj, fica bem

o encoberto said...

amigo Tiago és o maior!

Flávio said...

Olha a Cristina! Eu sou o Flávio, o teu conterrâneo, lembras-te? Podemos falar no meu blogue A Bomba:

www.a-bomba.blogspot.com

Flávio said...

E não te esqueças de avisar quando a outra senhora tiver o filho!

Nuno Ferreira said...

Ora viva!
Estou a "estudar" o "Pele" para uma entrevista com o José Peixoto que tenho que fazer em breve.
Devo confessar que quase nunca ligo à autoria das letras - costumo tomar o trabalho como um todo (excepção feita a alguns casos pontuais, como "O Assobio da Cobra" ou numa outra área "Os Poetas"). Sou, na generalidade, um sujeito pouco apegado aos nomes.
Contudo, neste cd houve uma bichinho qualquer, não sei se devido ao registo conseguido entre a voz da Maria João e o trabalho do José Peixoto, que deixa ali um "gap" de qualquer tipo que convida a ouvir "com olhos de ver".
Tudo isto para dizer: parabéns! Está relançado o convite (sim, acho que convite é o termo indicado) para que novamente a música seja uma identidade entre poesia e som, resultando nas três vertentes: a estrictamente poética, a estrictamente musical e na conjugação de ambas.
É que hoje em dia é raro comprar-se música e ainda por cima ter um bónus de um livro de poesia!