Friday, February 11, 2005

FLECHA


Estou quase a chegar às mil visitas. Quem fôr a visita número mil, deixe a morada que eu tenho um presente para.
Hoje vai uma canção que escrevi sobre uma música tradicional hebraica. uma letra que fala da raça negra, do orgulho africano ligado à mitologia iorubá. engraçado como uma música tão longínqua da áfrica negra e do brasil serviu tão bem um imaginário candomblé. está no "da minha voz" da Né Ladeiras e escolhi esta letra porque estou cheio de saudades do canto da Né. ela é, seguramente, uma das mais belas vozes que já escutei.

FLECHA
Letra: tiago torres da silva/ Música tradicional hebraica

fogo no olhar
iorubá
trago a selva nos braços
ali vais encontrar
o luar
que transforma os pés em passos

iorubá, iorubá
ébano, incenso e ouro
orixá, orixá
búzios o meu tesouro

boca de gengibre
iorubá
sorriso de marfim
as solas dos meus pés
são djembés
que cantam dentro de mim

iorubá, iorubá
ébano, incenso e ouro
orixá, orixá
búzios o meu tesouro

flechas na garganta
iorubá
no sangue uma nação
a pele negra de escrava
esconde a lava
que sai do meu coração

10 comments:

cantadeira said...

Mais um pedaço do seu talento, e sobretudo da sua versatilidade na escrita. Gostei muito, até porque me identifico imenso com as tradições ancestrais da Metafisica, e porque a musica é uma das linguagens do encontro dos espiritos. A foto de Né L. está soberba.
Que Xangô lhe faça justiça, Tiago!
Que Ogun o defenda da maledicência !
Que mamãe Oxum lhe traga a prosperidade !
Saravá! Shalom !
Um abraço
Valeria Mendez

ricardo said...

e por aqui vou ganhando em cultura musical. obrigado Tiago!

Anonymous said...

Tiago,
Li que vai trabalhar com a Tonicha.É verdade? Fico muito contente. Ela e a sua voz inconfundível merecem-no. Bem haja,
Francisco

Anonymous said...

Agora sou eu que pergunto-por onde anda anda você???
Um abraço

Valeria Mendez

Tiago Torres da Silva said...

Caro Francisco:

Como já deu pra perceber, eu não me ligo em preconceitos, modas e afins. Sim, é verdade que eu estou a tentar viabilizar um disco com a Tonicha que eu adoro!
Também é certo que as editoras não estão nada interessadas na Tonicha, por isso, as dificuldades são grandes. Mas não se preocupe, eu sou capricórnio. Nunca desisto!
Ah, é verdade! Identifique-se para podermos conversar!
abraços

tiago

Ps: Valéria, tenho andado numa loucura, por isso é que tenho andado desaparecido, mas prometo retomar a rotina bloguística, abraços

João Dias said...

Muito bem sim senhor... só uma rectificação simples... no Candomblé não dizemos djembé, mas atabaque na giria ou ilu no ewe-fon, que se compoem em 3: rum, rumpi e le....
aquele abraço....

àsè ó

Alma Om said...

Já somos dois com saudades dessa voz de todos os tempos... Apetece mesmo voltar a ouvir coisas novas, cantadas por Né Ladeiras "[...] seguramente, uma das mais belas vozes que já escutei!". Que volte urgentemente.

Alma Om said...

Já nos cruzámos mas não nos conhecemos. Temos paixões comuns... Duas delas são bem portuguesas: Né Ladeiras e Anamar. Gostei deste blog. E gostava mesmo de saber se está previsto o regresso, para breve, da Né.
Um abraço e obrigado.

Maria Costa said...

Linda esta letra de música, falta só o som acompanhá-la.

Beijinhos.

marcia said...

linda letra adoro a cultura ioruba
axé pra voce
que Oxalá te ilumine
bjos marcia brasil são paulo sp